Alerta da Afagro sobre o abate de vacas prenhes repercute na imprensa

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Preocupados com o bem-estar dos animais que são enviados pelos produtores aos frigoríficos, os fiscais estaduais agropecuários vêm alertando sobre o abate de vacas em fase final de gestação, prática esta que caracteriza maus-tratos. A notícia repercutiu na imprensa, tendo espaço de destaque na RBS TV, UOL Notícias e Rádio Guaíba, bem como nos três principais jornais do Estado – GauchaZH, Correio do Povo e Jornal do Comércio. O tema foi abordado pelo repórter investigativo Giovani Grizotti, com reportagem de seis minutos veiculada nos programas RBS Notícias (15/9) e Bom dia Rio Grande (16/9).

O abate de vacas prenhes não é uma situação pontual, e sim uma prática que infelizmente faz parte do dia a dia dos servidores que atuam na inspeção dos estabelecimentos. “É muito recorrente, o abate de vacas em fase final de gestação é diário nos frigoríficos”, relata a fiscal estadual agropecuária Raquel Cannavô, que atua no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) – regional Porto Alegre da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Segundo a servidora, a ocorrência é tão grande que algumas vacas chegam a parir no curral do frigorífico. Somente nestes casos, a vaca e o terneiro são devolvidos ao produtor. Quando isso não ocorre, a vaca prenhe é sacrificada. “O grande problema disso é o desrespeito ao bem estar animal. O artigo 215 do decreto 53.848/2017, que trata sobre a inspeção e a fiscalização dos produtos de origem animal no Estado, diz que não é permitido o abate de animais em fase final de gestação”, explica Raquel. A legislação, porém, não prevê multa ou outro tipo de penalidade.

No final do mês de agosto, em 24/8, a Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro) solicitou reunião com secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, para tratar sobre o problema. Nesta semana, em 15/9, a diretoria recebeu retorno da assessoria do gabinete do secretário por e-mail, informando que a demanda foi encaminhada ao Departamento de Defesa Agropecuária (DDA).

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