Fiscais Estaduais Agropecuários mantém atividades essenciais

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Apesar da tragédia ambiental e humanitária que assola o Rio Grande do Sul, os Fiscais Estaduais Agropecuários seguem atuando em regime de contingência para minimizar os danos causados aos gaúchos e à atividade agropecuária. De quarta-feira (8/5) até as 15 horas desta quinta-feira (9/5), foram emitidas 4.650 guias de trânsito animal (GTA) em todo o Estado, principalmente para a cadeia suína e avícola. Somente na quarta-feira, os Fiscais Estaduais Agropecuários expediram 2.599 GTAs por meio da Plataforma de Defesa Sanitária Animal do RS (PDSA). As permissões de trânsito vegetal (PTV) também seguem sendo geradas. Os documentos sanitários estão sendo emitidos por métodos alternativos.

“Mesmo com as inspetorias de defesa agropecuária debaixo d’água, os colegas estão comprometidos em dar conta de emitir os documentos sanitários necessários e contribuir para a logística de abastecimento da população”, pontua a Fiscal Estadual Agropecuária Aline Lima de Souza, diretora da Afagro. A servidora ressalta que nos municípios e regiões mais comprometidas, os servidores da fiscalização agropecuária têm trabalhado de doze a treze horas por dia para que os abates e alojamentos não sejam comprometidos.

Para dar vazão à movimentação de animais, a alternativa foi adaptar o PDSA, que era usado para gerir estoque de material, conferir laudos de exames laboratoriais e acompanhar processos de certificação, entre outras finalidades. Na madrugada de terça para quarta-feira, foi feito um ajuste no sistema para emissão simplificada das documentações sanitárias. É um protótipo que ainda está sendo desenvolvido por meio de uma parceria com a UFSM. Até então, os documentos sanitários eram emitidos pelo Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), que está fora do ar em razão do apagão na Procergs.

Inicialmente, na segunda e terça-feira, a primeira alternativa para emissão dos documentos sanitários foram os blocos preenchidos manualmente. Mas nem todas as inspetorias possuem os antigos formulários físicos, que há anos não eram mais utilizados.

Além destas movimentações, também foi mantida a fiscalização dentro dos estabelecimentos. “A inspeção dos produtos de origem animal e vegetal não parou, continua operante”, afirma a Aline. Apesar da escassez de combustível, também está sendo realizada a fiscalização nas propriedades nos casos de notificação de mortalidade de animais e suspeita de doenças. Mesmo com as adversidades, os servidores da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mantêm os serviços oficiais essenciais para o setor.

Foto: Fernanda Trentin Piacentini

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