Fiscais apresentam estudos em reunião da Câmara Setorial de Apicultores na Expointer

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Nesta segunda-feira (31/8), na 49ª Expointer, os fiscais estaduais agropecuários Andréa Cortese e Bruno Dall’Agnol apresentaram estudos na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Apicultura e Meliponicultura. O encontro, realizado na Casa do Fundesa, também teve palestra da coordenadora executiva do Observatório de Abelhas do Brasil, Betina Blochtein, que abordou dados de projeto com foco no RS.

A fiscal apresentou resultados preliminares de sua pesquisa de mestrado, que propôs a inclusão de campos específicos na Declaração Anual de Rebanho para qualificar os dados oficiais sobre a apicultura e a meliponicultura no RS. A iniciativa ampliou a identificação de criadores e aprimorou a base de dados utilizada pelo Serviço Veterinário Oficial. Em 2026, foram registrados 22.008 criadores de abelhas, cerca de 10% a mais que em 2025. O destaque foi o número de colmeias declaradas, que saltou de 569 mil para 1,2 milhão, indicando uma melhora significativa na captura e na qualidade das informações.

A partir desta atualização no cadastro, em 2026 a meliponicultura passou a ter uma identidade específica no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), ou seja, um agronegócio próprio – antes, apicultores e meliponicultores faziam parte do mesmo banco de dados. Foram identificados 1.001 criadores de abelhas nativas que declararam 31.744 colmeias. “Quanto mais específica for a informação, maior será sua utilidade para o Serviço Veterinário Oficial”, afirma Andréa. A servidora finalizou revelando que o desafio, agora, é compreender a qualidade e os fatores por trás desses registros.

O fiscal Bruno Dall’Agnol discorreu sobre a saúde das abelhas e pesquisas da SEAPI relacionadas ao tema, abordando doenças de notificação obrigatória. O servidor apresentou estudo inédito sobre a ocorrência e distribuição do ácaro Varroa destructor, que causa a varroose (ou varroosis). Conforme dados de pesquisa de mestrado da veterinária Rita Dulac, ex-fiscal estadual agropecuária, foi constatado que a prevalência da doença no Estado é de 96,16% e que a maioria das propriedades com alta infestação está na Metade Norte do RS, região de maior concentração dos apiários.

Foto: Bruna Karpinski

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