Essencialidade da fiscalização e união da categoria são tema do Fórum Afagro na Expointer

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A essencialidade econômica da atividade desenvolvida pelos fiscais estaduais agropecuários e a união da categoria para pleitear a recomposição do quadro foram alguns dos temas abordados no Fórum Afagro na Expointer. A abertura do evento, que ocorreu na manhã desta terça-feira (1º/9), na Casa do CRMV-RS, no Parque Assis Brasil, em Esteio, ficou por conta da diretoria da associação. O presidente da Afagro, Giuliano Suzin, deu as boas vindas aos presentes e a primeira secretária da associação, Aline Lima de Souza, fez uma apresentação sobre as atribuições da categoria.

“Nós somos quem fortalece e segura esse País. Nós temos que entender o nosso valor”, disse o engenheiro agrônomo cearense Diego do Amaral Sampaio, presidente da União Nacional dos Fiscais Agropecuários (Unafa), um dos palestrantes convidados. O dirigente ressaltou a essencialidade do cargo de fiscal estadual agropecuário, categoria responsável pela sanidade e segurança alimentar, além de ter grande contribuição em questões relacionadas ao meio ambiente e à economia. Sampaio também destacou a importância de estabelecer relacionamento com deputados ligados ao agronegócio, bem como do diálogo constante.

Sobre os avanços, o presidente da Unafa salientou que a luta é coletiva. “Categoria sem gente, ela morre. Vocês precisam de concurso, precisam de estrutura de trabalho como em qualquer outro lugar do Brasil. E quem são os responsáveis por conquistar isso? Todos nós, unidos, e cada um de vocês, individualmente, independentemente de posicionamento político”, complementou.

Na sequência, o médico veterinário Fanfa Fagundes Barboza, primeiro presidente da Afagro (2003-2005), fez um apanhado histórico sobre a atividade e a atuação da associação. “A partir da Constituição de 1988, se cria a cidadania e se estabelecem regras. Houve o fortalecimento da fiscalização, porque o cidadão tem que ser protegido pelo Estado. A partir daí, começam a ter valor as ações voltadas ao bem comum”, contextualizou. “Cidadania também é garantir que uma carcaça que não pode ser consumida não será consumida”, lembrou Fanfa.

O ex-dirigente também falou sobre a importância de ocupar espaços em que seja possível atingir os objetivos, de forma que a ação esteja de acordo com o que está proposto. “Por trás de cada ação nossa, tem o indivíduo. Por trás da nossa caneta, tem a defesa, é uma ação de cidadania. Nunca aceitem locais inadequados para trabalhar. Não aceitem o apequenamento de nada”, disse o servidor aposentado. Fanfa lembrou o primeiro grande movimento da categoria, encampado pela área vegetal em Vacaria, em 2004, no posto de divisa de Vacaria.

A plateia contou com a presença de associados e de estudantes do curso de Medicina Veterinária da Universidade La Salle.

Foto: Bruna Karpinski

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