Especialistas debatem Educação Sanitária na Expointer

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“Nós não fazemos nada sem pessoas comprometidas e que se preparam dia a dia. Não se faz um trabalho sozinho. Precisamos pensar em um coletivo, porque é um coletivo que alimenta a sociedade”, disse o fiscal estadual agropecuário Felipe Lopes Campos, coordenador de Educação Sanitária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O servidor foi um dos palestrantes do 1º Fórum Estadual de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária, realizado na terça-feira (1º/9), na Casa do Fundesa, na 49ª Expointer.

O fiscal ressaltou algumas habilidades necessárias para trabalhar com Educação Sanitária, sendo a principal delas a capacidade de comunicação para transmitir conhecimento técnico com humanidade, em linguagem simples e direta, já que o desafio é levar esclarecimentos e tranquilidade diante de cenários de emergência. “Educar é decodificar a norma”, resume Felipe, ao sublinhar que fiscalização e educação andam juntas e transformam. O servidor lembrou que a palavra-chave para um trabalho com resultados é a confiança na equipe de trabalho.

Felipe destacou o trabalho de educação sanitária que antecedeu em mais de uma década a primeira ocorrência de influenza aviária no Estado, formando pessoas, adultos e crianças, multiplicadoras destas informações nas famílias. Ressaltou a importância da agilidade das equipes e a corrida contra o tempo na instalação dos QGs (sala de trabalho), como nos casos da doença de Newcastle e influenza aviária no RS, bem como da qualificação para atender os agentes de saúde e enfrentar o medo nas comunidades.

“A fiscalização e a educação sanitária são ações sinérgicas. A educação sanitária dá sentido à norma técnica. A sociedade acaba cumprindo porque entende a norma. Não vejo soluções da defesa sem a educação sanitária”, pontuou a palestrante Cláudia Gebara de Sant’Anna, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Diego Medeiros Gindri, da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), apresentou uma reflexão sobre a presença da defesa agropecuária e da educação sanitária nos currículos dos cursos de graduação em Medicina Veterinária e Engenharia Agronômica.

A auditora fiscal federal agropecuária Beatrice Sonntag Kuchenbecker, da superintendência do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul (Mapa/RS), apresentou dados do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária (Proesa) – política pública do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. “A educação sanitária é uma atividade estratégica”, afirmou. “O desafio, na era das redes sociais e da desinformação, é trabalhar consistência e informar para atingir todos os públicos”, concluiu Felipe ao final do debate.

O 1º Fórum de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária teve mediação da fiscal estadual agropecuária Aline Lima de Souza. O evento contou com a presença do presidente do Fudnesa, Rogério Kerber; da fiscal estadual agropecuária Rosane Collares, diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi; e do auditor fiscal federal agropecuário Jairo Carbonari, chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do Mapa/RS.

Foto: Bruna Karpinski

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